Se movya contra elle sen razõn. Argumentos, estratégias e impactos das acções de contestação contra D. Dinis de Portugal (1279-1325)
DOI:
https://doi.org/10.3989/aem.2025.55.1.1466Palabras clave:
Portugal, D. Dinis, rei de Portugal, Rebelião, Família Real, Séculos XIII-XIVResumen
[pt] Partindo da análise de dois processos de rebelião encabeçados por distintos membros da Casa Real portuguesa —o infante D. Afonso (irmão do rei) e o infante D. Afonso (herdeiro da Coroa)—, que tiveram lugar no decurso do extenso reinado de D. Dinis (1279-1325), pretendemos neste artigo repensar as estratégias e mecanismos utilizados por rebeldes e soberano para fundamentar as suas acções. Nesse sentido, procuramos evidenciar que estes conflitos não tinham partido de actos irreflectidos, mas que eram acções ponderadas que, com base no direito e nos costumes, se legitimavam nos argumentos empregues, obrigando, também por isso, a uma resposta ponderada do rei, que precisava de justificar legalmente a sua (re)acção. Pretende-se ainda demonstrar como, quer no caso dos rebeldes, quer no do rei, eram tidos em conta os impactos, práticas e contextos internos e externos, no decurso dos conflitos.
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